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As pessoas vão ao Teatro porque sabem que nessa noite o homem pode cair do trapézio (Orson Welles)

4.28.2006

Teatro dentro de uma casa, com o projecto «A Arte de ser Feliz»

Será apresentado neste Sábado, 29 em duas sessões (19h30/20h00 e 20h30/21h00) «A Arte de ser Feliz» na Fou-Naná Projectos.

O projecto nasceu da iniciativa de duas jovens belgas que resolveram vir para Cabo Verde ver «o que é que faz as pessoas felizes». Envolveram actores, actrizes e outros voluntários no trabalho. Ficaram até ao fim, após dois meses, um total de 10 jovens. Das improvisações e dos ensaios nasceu um produto cénico diferente e original, quanto mais não seja pela sua disposição cenográfica. Tudo se passa dentro de uma casa. O público, esse, vai circulando. A não perder. Dia 29 de Abril.

A Arte de Ser Feliz é um projecto teatral desenvolvido por duas jovens belgas. Elke Van Der Kelen e Joke D'Hoese, em parceria com a Funaná Projectos, e estará em exibição no próximo Sábado, dia 29, na Fundação Baltasar Lopes da Silva. em S. Vicente.

O convite para integrar este projecto, segundo Joke D'Hoese, partiu de Tony Tavares, responsável do Funaná. O trabalho baseia-se na felicidade de cada um e de todos nós. «O maior desejo das pessoas é ser feliz, mas não sabem o que é e como ser feliz. Ficamos entusiasmadas com as respostas que encontramos para esse tema e reunimos um grupo de 10 jovens originários de grupos de teatro de S. Vicente para debater a questão», explica Joke, para quem o mais interessante no tema é saber o que as pessoas fazem para ser felizes.

Da troca de experiências e de debates dos últimos meses, surgiram interessantes improvisações musicais, teatrais e de dança, que os promotores da iniciativa resolveram compactar para mostrar ao público «a essência da felicidade». «Esta peça teatral é o resultado de dois meses de trabalho. São os bocados de improvisações, concretamente as cenas que tocaram cada um e o grupo de trabalho como um todo.»

O palco desta peça, por si só original, será uma casa, a sede da Fundação Baltasar Lopes onde, ao contrário do habitual, o público muda muitas vezes de cenário, para acompanhar o desenrolar da peça. «É um teatro alternativo cujo palco é uma casa. Os actores não trocam de figurino e o cenário será fixo. Mas o público, para acompanhar a história, terá de deslocar-se entre os cómodos da casa», frisa Joke.

Para desenvolver esta experiência o acesso do público à casa será em pequenos grupos e acontecerá de forma faseada. A vantagem é que as pessoas podem comprar ingressos no horário que mais lhes convier, ou seja, de meia em meia hora, entre as 19 e as 21 horas de Sábado, desde que sejam pontuais.

Constança de Pina
in: A Semana

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